2010 sem dor de cabeça para todos
Para todos que sofrem com a cefaleia em salvas, um ano sem dor de cabeça para todos!
Dr Mario Peres
11 3285-55726
2010 sem dor de cabeça para todos
Para todos que sofrem com a cefaleia em salvas, um ano sem dor de cabeça para todos!
Dr Mario Peres
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BOTOX para cefaleia em salvas?
Pode a toxina botulínica tipo A, o famoso Botox, usado largamente para estética para diminuir rugas, ser utilizado no tratamento da cefaleia em salvas? Continue reading “BOTOX para cefaleia em salvas?”
Como o médico diagnostica a cefaleia em salvas
Diagnóstico da cefaleia em salvas
Como o médico faz o diagnóstico de cefaléia em salvas? Infelizmente os sofredores de cefaléia em salvas peregrinam anos e até décadas sem ter um diagnóstico correto. São diagnosticados como enxaqueca, neuralgia do trigêmeo, quando não são taxados de loucos…
A cefaléia em salvas é tão característica e distinta das outras dores de cabeça que o diagnóstico pode ser feito a partir das primeiras palavras do paciente. Em alguns casos, já se pode suspeitar só pelas características faciais, pois alguns deles apresentam o rosto marcado, cheio de rugas; é a chamada fácies “leonina”, e a pele tem aspecto de casca de laranja.
Apesar das características aparentes, o médico faz o diagnóstico de cefaléia em salvasbaseado nos seguintes critérios diagnósticos:
a) pelo menos cinco crises preenchendo critérios B a D ;
b) dor forte ou muito forte unilateral, orbitária, supra-orbitária e/ou temporal, durando de 15 minutos a 3 horas, se não tratada;
c) a cefaléia é acompanhada de pelo menos um dos seguintes itens:
1. hiperemia) conjuntival (olho vemelho) e/ou lacrimejamento ipsilaterais (do mesmo lado da dor);
2. congestão nasal e/ou rinorréia (coriza nasal) ipsilaterais;
3. edema palpebral (inchaço nos olhos) ipsilateral;
4. sudorese frontal e facial ipsilateral;
5. miose e/ou ptose (queda da pálpebra) ipsilateral;
6. sensação de inquietude ou agitação.
As crises têm freqüência variante de uma a cada dois dias a oito por dia, se não for atribuída a outro transtorno, ou seja, no caso de um tumor, aneurisma ou outra doença
Gostaria de comunicar a todos que o capítulo de cefaleia em salvas que escrevo no PIER, uma espécie de livro eletrônico atualizado, que serve como referência para clínicos nos Estados Unidos, publicado pelo ACP, American College of Physicians, está sendo atualizado.
Quem se interessar em ler em inglês o capítulo peço que me solicite através deste post.
Grato,
Dr Mario Peres
Cefaleia em Salvas e apneia do sono
Existe uma associação importante entre cefaleia em salvas e apneia do sono, algumas crises que ocorrem de noite podem estar ligadas a síndrome da apneia obstrutiva do sono. Há relatos de até 85% dos pacientes de cefaleia em salvas terem algum grau de apneia do sono.
Torna-se importante pesquisar no paciente de cefaleia em salvas esta síndrome, especialmente em pacientes que estão acima do peso, que roncam `a noite, e apresentam sonolência diurna.
Cefaleia em salvas e o relógio biológico
Uma das características mais marcantes da cefaleia em salvas é a sua ritmicidade, o seu componente circadiano e circanual, sazonal. Na cefaleia em salvas é comum uma predileção para um horário do dia, especialmente de madrugada (ritmo circadiano) e também a aparição das crises em certos meses do ano, determinando a flutuação sazonal, circanual.
O relógio biológico no ser humano é o núcleo supraquiasmático do hipotálamo, uma área central no cérebro. Como todo relógio, no cérebro, o relógio biológico tem o seu alarme, que ativa o sistema de dor. Na cefaleia em salvas o relógio biológico sabidamente está doente. Como consequencia do disparo do alarme do núcleo supraquiasmático, a produção de melatonina pela glãndula pineal fica perturbada, poristo a suplementação de melatonina é tão importante no tratamento da cefaleia em salvas.
Descrição
Cefaléia persistente estritamente unilateral responsiva à indometacina.
4.7 Hemicrania contínua
Descrição
Esta síndrome se caracteriza por crises de dor unilateral de curta duração, muito mais breve do que aquelas vistas em qualquer outra cefaléia trigêminoautonômica e freqüentemente acompanhada de lacrimejamento proeminente e vermelhidão no olho ipsilateral.
Critérios diagnósticos
A. Pelo menos 20 crises preenchendo os critérios de B a D
B. Crises de dor unilateral, orbitária, supra-orbitária ou temporal, em pontada ou pulsátil durando de cinco a 240 segundos
C. A dor se acompanha de hiperemia conjuntival ipsilateral e lacrimejamento
D. As crises ocorrem com freqüência de três a 200 por dia
E. Não atribuída outro transtorno
Nota
1. A história e os exames físico e neurológico não sugerem nenhum transtorno dentre os listados nos grupos de cinco a 12, ou a história e/ou os exames físico e/ou neurológico sugerem tal transtorno, mas este é excluído através de investigação apropriada, ou tal transtorno está presente, mas as crises não ocorrem pela primeira vez em estreita relação temporal com o transtorno.
Comentários
Esta síndrome foi descrita após a publicação da primeira edição da
Alguns pacientes podem ser vistos apresentando apenas um dos sintomas, hiperemia conjuntival ou lacrimejamento, ou podem ser percebidos outros sintomas autonômicos cranianos, como congestão nasal, rinorréia ou edema palpebral. A 3.3 duraçãp
SUNCT
SUNCT
Foram descritos pacientes em que há superposição de 3.3
Esta diferenciação é clinicamente difícil.
SUNCT e 13.1 Neuralgia do trigêmeo. Tais pacientes devem receber ambos os diagnósticos.
3.3 Cefaléia de curta duração, unilateral, neuralgiforme com
hiperemia conjuntival e lacrimejamento (SUNCT)
3.2.1 Hemicrania paroxística episódica
Descrição
Crises de hemicrania paroxística ocorrendo em períodos que duram de sete
dias a um ano, separados por períodos sem dor que duram um mês ou mais.
Critérios diagnósticos
A. Crises preenchendo os critérios de A a F para 3.2
Hemicrania paroxística
B. Pelo menos dois períodos de crises durando de sete a 365 dias e separados
por períodos de remissão sem dor
≥ 1 mês
3.2.2 Hemicrania paroxística crônica (HPC)
Descrição
Crises de hemicrania paroxística ocorrendo por mais de um ano sem remissão
ou com remissões durando menos de um mês.
Classificação Internacional das Cefaléias
79
Critérios diagnósticos
A. Crises preenchendo os critérios de A a F para 3.2
Hemicrania paroxística
B. As crises recorrem por > 1 ano sem períodos de remissão ou com períodos
de remissão durando < 1 mês
3.2 Hemicrania paroxística
Descrição
Crises similares às da cefaléia em salvas quanto à dor e os sintomas e sinais associados, porém mais freqüentes e de duração mais curta, que ocorrem mais comumente em mulheres e respondem de maneira absoluta à indometacina.
Critérios diagnósticos
A. Pelo menos 20 crises preenchendo os critérios de B a D
B. Crises de dor forte unilateral, orbitária, supra-orbitária e/ou temporal
durando de dois a 30 minutos
C. A cefaléia acompanha-se de pelo menos um dos seguintes:
1. hiperemia conjuntival ipsilateral e/ou lacrimejamento
2. congestão nasal ipsilateral e/ou rinorréia
3. edema palpebral ipsilateral
4. sudorese frontal e facial ipsilateral
5. miose e/ou ptose ipsilateral
D. As crises têm uma freqüência superior a cinco por dia em mais da metade do tempo, ainda que períodos de menor freqüência possam ocorrer
E. As crises são completamente evitadas por doses terapêuticas de indometacina
F. Não atribuída a outro transtorno
Notas
1. A fim de se excluir uma resposta incompleta, a indometacina deve ser usada em dose contudo, para a manutenção, em geral, são suficientes doses menores.
2. A história e os exames físico e neurológico não sugerem nenhum transtorno dentre os listados nos grupos de cinco a 12, ou a história e/ou os exames físico e/ou neurológico sugerem tal transtorno, mas este é excluído através de investigação apropriada, ou tal transtorno está presente, mas as crises não ocorrem pela primeira vez em estreita relação temporal com o transtorno.
≥ 150 mg por dia, por via oral ou retal, ou dose ≥ 100 mg injetável;
Comentários
Não há predomínio masculino. O início ocorre geralmente na idade adulta, apesar de já terem sido relatados casos em crianças.
Na primeira edição, todas as hemicranias paroxísticas eram designadas como suficientes para o subtipo episódico para separá-lo, de maneira análoga, à cefaléia em salvas.
Hemicrania paroxística coexistindo com neuralgia trigeminal (síndrome HPC-tic):
Os pacientes que preenchem os critérios tanto para 3.2
hemicrania paroxística crônica. Acumularam-se evidências clínicasHemicrania paroxística
quanto para 13.1
A importância dessa observação é que ambas as condições requerem tratamento.
O significado fisiopatológico da associação não está elucidado.
Neuralgia do trigêmeo devem receber ambos os diagnósticos.
Neuralgia do trigêmeo devem receber ambos os diagnósticos.
Neuralgia do trigêmeo devem receber ambos os diagnósticos.Neuralgia do trigêmeo devem receber ambos os diagnósticos.